segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Don't say good bye to me, describe the sky to me



Fazia um bom tempo que eu não escutava Cibelle. Minha música preferida (na voz dela, porque a música não é dela) é, de longe, Green Grass. E eu já tinha esquecido o quão essa música é triste. Com essa voz calminha, ela canta sobre uma pessoa que morreu e não quer ficar sozinha. Por isso, ela pede para seu amante em vida deitar sobre seu túmulo, e relembrar como eles se amavam. A música é quase uma cantiga de ninar, com som de caixinha de música e tudo mais. Mas, imagina? "Lay your head where my heart used to be/Hold the earth above me." :(

Lay your head where my heart used to be
Hold the earth above me
Lay down in the green grass
Remember when you loved me

Come closer don't be shy
Stand beneath a rainy sky
The moon is over the rise
Think of me as a train goes by

Clear the thistles and brambles
Whistle 'Didn't He Ramble'
Now there's a bubble of me
And it's floating in thee

Stand in the shade of me
Things are now made of me
The weather vane will say
It smells like rain today

God took the stars and he tossed them
Can't tell the birds from the blossoms
You'll never be free of me
He'll make a tree from me

Don't say good bye to me
Describe the sky to me
And if the sky falls, mark my words
We'll catch mocking birds

Lay your head where my heart used to be
Hold the earth above me
Lay down in the green grass
Remember when you loved me
Remember when you loved me
Remember when you loved me

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Posso dizer uma coisa?

Tem vezes que eu me encontro no papel de um jovem sonhador, ingênuo e idealista, e, pra mim, não tem nada mais decepcionante do que essa constatação. Me sinto ridículo. Quando você se esforça pra viver racionalmente, é muito ruim notar que a vulnerabilidade é inevitável. Não, não sou prepotente ao ponto de dizer que eu, no augo dos meus dezessete anos, tenho consciência da vida a ponto de viver metodicamente. Mas eu fui ensinado pelas circunstâncias (e não estou exagerando) a não me perturbar desejando muito alto. Não é a toa que toda vez que começo a fazer planos muito próximos de sonhos, largo tudo e vou embora. Pra mim, isso é auto-sabotagem consciente. De qualquer forma, sentir-se vulnerável é tão... vago. Assustador, na verdade. Porque você tá aí, solto na vida à mercê de tudo. De qualquer situação, de qualquer sentimento...

Eu penso constantemente na morte. Obviamente, isso é muito ruim e pertubador. É uma auto-sabotagem consciente. Entretanto, por mais mórbido que isso pareça, eu não acredito que haja outro padrão para se balancear a vida senão a morte. Por outro lado, você não precisa pensar na morte para se perturbar: a vida já se encarrega disso o tempo todo, quer você queira, quer não.

Às vezes eu queria ser razo e superficial. Não posso dizer que pessoas razas e superficiais não tenham problemas, mas, com certeza, o que eu tomo como problema não chega perto de ter essa classificação para uma pessoa raza e superficial. Pra elas tudo é tão mais fácil, porque elas pensam pouco. Pensar é uma auto-sabotagem involuntária. Eu sou muito sensível internamente também, e isso é ruim. No que diz respeito à relações externas, sou um poço de insensibilidade. E não me incomodo, o que eu menos quero é ter que conviver com alguém psicologicamente igual a mim.

Voltando aos sonhos, eu acho que meus ideais são mutáveis demais. Me sinto volúvel. Volúvel e vulnerável, olha que merda.

Só pra reforçar que ser vulnerável é uma condição universal.

Amor é um conceito displicentemente generalizado e mal compreendido. Há cada vez menos amor subjetivo, não-padrozinado, não-idealizado. Aliás, isso reflete no sentimento, não pára no conceito.

Agora eu tô com uma puta dor de cabeça, queimando em febre, e ainda tenho um livro inteiro de História Mundial pra reler.

domingo, 13 de dezembro de 2009

Eu nem gosto da Martha Medeiros, mas...

Intimidade não se externa, não se divulga, não se oferece na internet. É nosso bem mais secreto, é onde guardamos a chave do nosso mistério, das nossas dores, das nossas dúvidas, da nossa emoção genuína. Não se compartilha isso com outra pessoa se ela não tiver sensibilidade suficiente para nos ouvir e entender, para nos aceitar e nos acrescentar, para nos respeitar e ofertar em troca sua própria intimidade, selando a partir daí um tipo de pacto que beira o sublime.

Essa intimidade requer confiança plena, compatibilidade na maneira de enxergar o mundo e nenhum instinto maléfico em relação ao outro. Intimidade é quando duas pessoas, mesmo distantes no espaço, estão profundamente unidas porque se reconhecem cúmplices, não competem pela razão. Claro que a intimidade não consegue evitar ciúmes e conflitos de ideias, e tampouco se pretende que ela acabe com a solidão de cada um, que é sagrada, mas ela assegurará a longevidade de uma união que será estabelecida pela generosidade do olhar: se estará mais preocupado em enxergar a alma do outro do que em fiscalizar para onde ele está olhando.

(...) Invadir a privacidade alheia é moleza, basta um torpedo, um telefonema, um encontro. Mas ter acesso ao mundo interno que o outro habita e sentir-se à vontade nesse mundo é que torna tudo mais raro, mais mágico e mais eterno.

sábado, 12 de dezembro de 2009

But it's the pelvic thrust that really drives you insane

Hoje eu assisti a esse filme pela 2985729857928 vez com o Vitor, que nunca tinha visto. Ele não entendeu direito, mas, na verdade, nem eu consegui captar até hoje alguma mensagem realmente concreta dele. Sempre vou encará-lo como uma sátira tão grande que chega a ser metalinguística. De qualquer forma, ele é uma porno-chanchada histórica, com direito a vilões transsexuais alienígenas e monstros gostosos.


DON'T DREAM IT! BE IT!

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Esse blog é a coisa mais esquizofrênica

Sou eu falando o tempo todo comigo mesmo, consciente do que tô fazendo.